18.9.10

Portugal defende "concertação sistemática" com Brasil no continente africano

Em entrevista à Agência Lusa, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, João Gomes Cravinho afirmou que o desenvolvimento, "nos últimos anos", pelo Brasil de "uma forte relação com o continente africano, que não tinha antes", é algo que Portugal vê como "extremamente positivo" na política externa brasileira.

"O Brasil continuará sempre, independentemente do resultado das eleições, a ter uma política africana que é significativa, muito diferente daquela que tinha no século XX", frisou .

O "aumento muito significativo do interesse do Brasil pela CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) nestes últimos anos" é algo "positivo" e Portugal aposta na"concertação sistemática (com o Brasil), no sentido de conjugar esforços para apoiar os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e o continente africano" - disse.

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Ensaísta português Eduardo Lourenço hoje em Belém do Pará

A Literatura de Portugal é importante e respeitada no Brasil pela sua qualidade, pelos autores e pela produção. É por estes e outros tantos motivos que o Encontro de Pensamento Contemporâneo, evento que reunirá o ensaísta português Eduardo Lourenço e o filósofo, ensaísta e escritor paraense Benedito Nunes, será ímpar.

O encontro acontece nesta sábado (18), às 10 h da manhã, no miniauditório do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ), da Universidade Federal do Pará (UFPA). A entrada é franca e o evento é aberto à comunidade académica.

A vinda de Eduardo Lourenço a Belém deve-se à professora da Faculdade de Letras (FALE) Camila do Valle, cuja dissertação de mestrado sobre o ensaísta português é única no mundo. As questões levantadas pela pesquisadora foram respondidas por Eduardo Lourenço num livro publicado em 2006, intitulado A morte de Colombo ou o Fim do Ocidente como mito. A publicação finda com o capítulo Carta a Camila.

“Eduardo Lourenço é um renomado pensador e ensaísta português, e este evento será um importante encontro para o pensamento contemporâneo no Ocidente, já que a pessoa com quem ele vai se encontrar será um amigo seu e um dos principais ensaístas brasileiros, que é o professor Benedito Nunes”, comenta a professora Camila do Valle no convite para a participação no evento.

"Nos anos em que vivemos, pós-coloniais, o estudo e a releitura de obras de autores portugueses, da Literatura e da Cultura Portuguesa podem nos servir de estímulo ao questionamento e à reflexão sobre as heranças deixadas por um passado comum", lembra a professora. No entanto, nesse passado comum, há muitas cicatrizes e um patrimônio histórico traumático, tendo em vista a releitura que se faz hoje do que foi a experiência colonial. Então, acho importante ressaltar essas ideias para que não façamos uma leitura acrítica do evento, como se já não vivêssemos num momento pós-colonial", destaca Camila do Valle.

O ensaísta - O livro do ensaísta português publicado no Brasil é Mitologia da Saudade. Considerado, hoje, o maior ensaísta português vivo, Lourenço, cumprindo 60 anos de atividade literária e filosófica e já com 86 de vida, comemorados em 2010, vem recebendo o merecido reconhecimento por parte da crítica, não só no âmbito da cultura lusófona, mas também nos cenários europeu e norte-americano.

Em 1995, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) outorgou-lhe o título de Doutor Honoris Causa e foi a primeira instituição a distingui-lo com esse tipo de homenagem. Em 1996, houve a atribuição do Prémio Camões e, em 1998, a do Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon, seguida pela medalha do mérito cultural do governo francês, entre outras distinções.

Realizador português Pedro Costa em Brasília

A fala pausada, quase sussurrada, pode provocar a impressão de que Pedro Costa escolhe palavras brandas. É uma aparência enganosa. A relação que o realizador de ciema português de 51 anos mantém com o cinema remete à época em que este lisboeta grisalho actuava como músico, no turbilhão do movimento punk. O discurso logo se revela tão franco e pontiagudo quanto um refrão do Sex Pistols, uma das bandas que ouvia no auge da cinefilia, enquanto atuava como músico e devorava filmes de autores como John Ford, Yasujiro Ozu e Jean-Luc Godard.

Hoje, Pedro Costa aplica o inconformismo para registar o cotidiano de miseráveis, de imigrantes — especialmente dos moradores de Fontainhas, em Lisboa. Desde No quarto de Vanda (2000), premiado em Cannes, filma com um mesmo grupo (de não-actores) e confunde radicalmente os limites entre documentário e ficção. Os planos longos e silenciosos podem provocar desconforto — mas assistir a um filme, para Costa, também exige trabalho.

Em cartaz no CCBB com a mostra O cinema de Pedro Costa, o director de Juventude em Marcha (de 2006, exibido na competição de Cannes) não esconde a insatisfação com o modelo industrial propagado por Hollywood. Em visita a Brasília, falou sobre um cinema difuso, esculpido pela convivência — obras que apontam para uma forma económica, directa e mais verdadeira de projectar imagens em grandes telas. Sempre na contracorrente. "O mundo do cinema é muito corrompido. Não recomendo a ninguém", resume.
Leia a entrevista de Pedro Costa ao Correio Braziliense

Festival do Cavalo Lusitano no Brasil

A “Golegã brasileira” despediu-se oficialmente do Festival do Cavalo Lusitano com um presente para a cidade. Localizada no centro de Águas de Lindóia, a obra estreita ainda mais os laços entre o município paulista e a vila portuguesa.

A Serra da Mantiqueira respirou ares portugueses durante quatro dias. Com o encerramento das acividades em pista, na segunda-feira, o 2º Festival do Cavalo Lusitano de Águas de Lindóia terminou oficialmente na cidade paulista em pleno feriado, após a inauguração do “Monumento ao Cavalo”, que colocou o município paulista definitivamente na história do Puro Sangue Lusitano no Brasil.

Inspirado na escultura encontrada em Golegã, cidade portuguesa com pouco mais de 6 mil habitantes, considerada a Capital Nacional do Cavalo, por receber anualmente a tradicional Feira Internacional do Cavalo, o monumento foi instalado em um local de grande visitação, a antiga Praça Itália, agora chamada de Praça Golegã.

O cerimonial contou com a participação de alguns dos principais criadores do cenário nacional e autoridades lindoienses e goleganenses. Após os actos oficiais, alguns criadores aproveitaram para marcar a base do monumento com os “ferros” de seus haras, a exemplo do que é feito em Portugal.


Leia mais no portal da Cãmara Portuguesa de Comércio no Brasil /São Paulo

17.9.10

Câmara Brasil-Portugal no Ceará (CBP-CE) promove "Café da Manhã" com a Coopercon

A Câmara Brasil-Portugal do Ceará (CBP-CE) promove, na próxima quarta-feira (22), a partir das 08 horas, mais um "Café da Manhã com...",. Desta vez, a convidada será a Coopercon -Cooperativa da Construção Civil do Estado do Ceará (Coopercon-CE), na pessoa do seu presidente, Otacílio Valente. O encontro será realizado no Salão Aberto (cobertura) da Federação da Indústria do Estado do Ceará (FIEC).

Na ocasião, Otacílio Valente, que também é director técnico e sócio da Construtora Colmeia, abordará o tema do cooperativismo na negociação de compra e venda de materiais, com ênfase na sua experiência na Coopercon-CE. “A proposta da entidade é estabelecer uma actuação conjunta para fortalecer os parceiros e torná-los aptos a ganhar espaço num mercado concorrido”, afirmou Otacílio.

“Este foi o ponto de partida para o surgimento, em 1997, desta que é a primeira cooperativa da construção civil do Brasil”, considera. Durante o Café da Manhã, os associados presentes poderão tirar dúvidas sobre como podem tornar-se fornecedores ou compradores da Coopercon-CE.

De acordo com o presidente da CBP-CE, Jorge Chaskelmann, “o evento é uma importante oportunidade para os sócios conhecerem as vantagens de aderir ao sistema de compras da Coopercon, beneficiando-se tanto como compradores quanto como fornecedores da cooperativa”.

Mais informações pelo telefone (85) 3261.7423.

Vasco da Gama cede jogadores ao homónimo português Sines

Cinco jogadores do Vasco da Gama do Brasil foram cedidos ao clube homónimo de Sines para integrar, na próxima época, a equipa alentejana, que disputa a primeira divisão distrital de Setúbal, no âmbito de uma parceria entre os clubes.

O protocolo celebrado entre os dois clubes, depois de uma visita a Sines, em Fevereiro deste ano, do presidente do Clube de Regatas do Vasco da Gama (Brasil), Carlos Roberto de Oliveira (ou Roberto "Dinamite", como é mais conhecido), prevê o intercâmbio de jogadores "sem qualquer custo" para o clube português. "Basicamente é um protocolo de colaboração entre o Vasco da Gama Atlético Clube e o Clube de Regatas do Vasco da Gama, que inclui o intercâmbio de jogadores", disse hoje Carlos Pereira, presidente do clube alentejano.
"Pode passar por virem jogadores do Brasil para cá ou de cá para o Brasil", especificou, tendo avançado que, "por enquanto", ainda não foi enviado nenhum jogador português, mas ressalvando que "se houver algum com qualidade para isso há sempre essa oportunidade". O Clube de Regatas do Vasco da Gama disputa o Brasileirão, o principal campeonato do Brasil, e conta com uma "torcida" estimada em 16 milhões de pessoas.
O objectivo do clube de Sines passa por fomentar o seu desenvolvimento em Portugal para que regresse, "o mais rápido possível, aos campeonatos nacionais", depois de se ter sagrado duas vezes campeão nacional da terceira divisão. Fundado em 1966, o Vasco da Gama Atlético Clube, que conta com cerca de mil sócios, disputou durante várias épocas os campeonatos nacionais da II e III divisões, mas disputa actualmente a I Divisão Distrital de Setúbal.
Os brasileiros Eder, Luís Gustavo, Baruerí, Gotti e Dico vão reforçar a equipa de Sines, que passa a contar, assim, com mais um guarda-redes, um médio, um lateral e dois avançados, que já começaram a treinar e devem entrar em campo no sábado, para um jogo amigável com o Despertar de Beja.
Leia mais no DN

Culinária portuguesa no Brasil

Decididamente, o Português influenciou a gastronomia do Brasil. É fácil encontrar essa herança mesmo após as contribuições que outras culturas deram e as mudanças que se recriaram com toda a naturalidade.

Pode-se afirmar que a participação do Português teve início com o usufruto dos produtos e a revelação das potencialidades para lhes atribuir “valor de troca”. Porém, para o uso dos alimentos que encontrava nas regiões onde chegava, a maior contribuição foi o sentido universalista que deu à mobilidade das espécies entre continentes e ao reconhecimento de saberes e de sabores, num comportamento desinibido de se apropriar dos modos de fazer.
É evidente que o português era portador de conhecimentos antigos e de práticas de cozinha enriquecidas pelos produtos atlânticos e índicos que manipulou por séculos, através de entrepostos, feitorias e ilhas.
O Português trouxe para o Brasil modos de explorar a cozinha: de preparar, dosar, confeccionar, temperar e conservar alimentos. Renovam-se os costumes alimentares com os novos produtos sempre ligados à transmissão de conhecimentos e experiências longínquas trazidas por viajantes com sotaques orientais, particularmente da Índia. Era corrente o uso e abuso de especiarias, de óleos e da malagueta, entre outros.
A maior parte dos cozinheiros eram serviçais europeus, ajudados por escravos. Estas relações produziram muitos conhecimentos e práticas que se transmitiram por várias gerações.
Com o estabelecimento da Corte Portuguesa no Brasil, a culinária vai europeizar-se, processo que se acentuará com a Independência.



Leia mais no Comércio do Jahu

16.9.10

Fundação Gulbenkian lança livros no Brasil

Nesta sexta feira, 17 de setembro, às 18h30min, o Museu de Arte da Bahia e a Fundação Calouste Gulbenkian lançam em Salvador duas importantes obras patrocinadas pela prestigiada fundação portuguesa.

Trata-se de "Rio de Janeiro: Capital do Império Português ( 1808-1821)", sob direcção do Professor Jorge Couto, Director da Biblioteca Nacional de Lisboa, e "Património de Origem Portuguesa no Mundo, Urbanismo e Arquitectura", coordenado pelo historiador José Mattoso, edição dedicada à América do Sul. Na cerimónia, estarão presentes, entre outras personalidades, o embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, a directora do Museu de Arte da Bahia, Sylvia Athayde, o Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, a secretária-geral da Fundação Eugénio de Almeida, Maria do Céu Ramos, a presidente da Fundação Bissaya Barreto, Patrícia Viegas Nascimento, a directora-geral da Fundação António de Almeida, Eugénia Aguiar-Branco, e o Cônsul Geral de Portugal em Salvador, João Sabido Costa.

Este será o terceiro evento de lançamento das obras no Brasil. Os outros dois tiveram lugar em São Paulo, dia 13, no auditório Fernand Braudel da USP - Universidade de São Paulo,e no Rio de Janeiro, dia 15, no Real Gabinete Português de Leitura.

Ferreira Gullar recebe hoje Prémio Camões 2010


A Fundação Biblioteca Nacional vai entregar hoje, no Rio de Janeiro, o Prémio Camões 2010 ao poeta Ferreira Gullar.

Todos os anos, por acordo entre os Governos de Portugal e do Brasil, a Fundação, em conjunto com outras instituições culturais dos dois países, distingue um autor de Língua Portuguesa que tenha contribuído para o património literário e cultural do idioma.

Gullar foi o escolhido deste ano numa reunião realizada pelo júri do Prémio Camões em maio, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

A cerimónia terá lugar no Auditório Machado de Assis da Biblioteca Nacional, às 17h. Estarão presentes, entre outras individualidades, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré, o conselheiro cultural da Embaixada de Portugal e director do Instituto Camões no Brasil, Adriano Jordão, e o académico Murilo Melo Filho, da Academia Brasileira de Letras.

Cabo Frio prepara Festa Portuguesa

A Festa Portuguesa é um dos principais eventos presentes no calendário oficial de Cabo Frio. Com grande apelo cultural, o evento acontece de 8 a 17 de outubro, entra em sua sexta edição, e promete movimentar a cidade com espectáculos musicais e de danças típicas, festival literário e gastronómico, exposição de artes plásticas, entre outras atracções.

O Festival Literário inserido na Festa Portuguesa pretende levar a Cabo Frio grandes nomes da literatura nacional e outros que tenham ligação com a história entre Brasil e Portugal.

O Festival gastronómico este ano tem consultoria especial do jornalista Gil Castelo Branco, responsável por eventos de gastronomia em Búzios, e assessoria de imprensa especializada para a divulgação dos pratos típicos da culinária portuguesa.

Durante os dez dias da festa, bandeiras serão espalhadas pelas ruas do centro da cidade com o objectivo de integrar toda a comunidade, e os mais de 200 mil visitantes esperados em Cabo Frio, principalmente no feriado de 12 de outubro (Nossa Senhora da Aparecida), com a Festa Portuguesa.

Documentário português seleccionado para Festival do Rio

O filme documental português «Complexo – Universo Paralelo» vai integrar a Selecção Oficial do Festival do Rio 2010, que decorre entre 23 de Setembro e 7 de Outubro no Rio do Janeiro.

Esta obra, da autoria dos irmãos Mário e Pedro Patrocínio da produtora ComplexFilms, versa o dia-a-dia dos moradores do Complexo do Alemão, o maior aglomerado de favelas da América Latina, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

A estreia mundial vai acontecer no maior encontro de cinema do Brasil e da América Latina no dia 25 de Setembro, numa das salas míticas da cidade, o Cinema Odeon.

O lançamento desta obra marca também o arranque do projecto social de intervenção directa no Complexo do Alemão, a cargo da ONG portuguesa Terra dos Sonhos.

Este projecto, actualmente em fase de captação de recursos, vai servir de forma directa a população das favelas, especialmente crianças e jovens. São várias as iniciativas previstas, dentro dos eixos estratégicos de actuação da Cultura, Desporto, Educação e Saúde, abrangendo acções que incentivem o empreendedorismo juvenil, a capacitação e desenvolvimento de capacidades dos beneficiários, o desenvolvimento de oportunidades reais de integração na vida profissional e social e captação de colaboração por parte das autoridades locais, entre outras.

«Complexo – Universo Paralelo» foi apresentado no Marché du Film no Festival de Cannes deste ano e suscitou interesse junto de distribuidores de cinema e canais de televisão de diversos países.

O Festival do Rio iniciou-se em 1999 como resultado da fusão dos dois maiores festivais brasileiros – o Rio Cine (fundado em 1984) e a Mostra Rio (fundada em 1988) – e actualmente é o maior encontro de cinema do Brasil e da América Latina. Em 2009, foram exibidos 320 filmes divididos em mais de 20 mostras, com produções de mais de 60 países exibidas em 18 salas espalhadas pela cidade. O público ascendeu aos 240 mil espectadores.

Leia no Cinema Sapo

15 Anos dos "Cadernos de Linguagem e Sociedade" - Lançamento de Edição Comemorativa, hoje no Instituto Camões, em Brasília

A Embaixada de Portugal - Instituto Camões, Thesaurus Editora e Universidade de Brasília - Programa de Pós-Graduação em Linguística promovem hoje o lançamento de Edição Comemorativa dos 15 Anos dos "Cadernos de Línguagem e Sociedade".

"Cadernos de Linguagem e Sociedade" é um períodico científico multidisciplinar - aberto
à publicação de pesquisas com focos de interesse centrados naactividade textual - discursiva, numa dimensão que faz da língua um contrato social.

A edição comemorativa reúne estudos pertinentes a contextos culturais distintos de matriz lusófona.


LANÇAMENTO EDIÇÃO COMEMORATIVA
15 ANOS "CADERNOS DE LINGUAGEM E SOCIEDADE"

Hoje, 16 de Setembro, Quinta-Feira, às 19h00,
Auditório do Centro Cultural do Instituto Camões
Avenida das Nações, SES, Quadra 801, Lote 02.

INSTITUTO CAMÕES - EMBAIXADA DE PORTUGAL
SES Av. das Nações, Quadra 801, Lote 02
CEP 70402-900 Brasília-DF
Tel: (0xx61) 3032.9600
Fax: (0xx61) 3032.9634

15.9.10

Portuguesa ColepCCL abre fábrica no Brasil

A empresa portuguesa ColepCCL vai abrir uma fábrica em São Paulo, no Brasil, tendo para o efeito realizado uma "joint venture" com a brasileira Provider.


A ColepCCL, subsidiária do grupo RAR é líder europeia no fabrico de embalagens de enchimento com produtos de consumo.

A empresa do Grupo RAR formou a “joint venture” CPA com a brasileira Provider, que ocupa um lugar de destaque no mercado latino-americano de “contract manufacturing” de produtos de higiene pessoal e cuidado do lar.

A CPA vai operar a partir de uma nova unidade industrial para enchimento de aerossóis, em São Paulo, com capacidade para a produção de 150 milhões de unidades por ano. A ColepCCL controla a operação, detendo 51% da CPA.

“O negócio permitirá a ambos os parceiros ocuparem uma posição privilegiada no mercado latino-americano de aerossóis e bens de consumo, um sector que se encontra em franco crescimento. A nova ‘joint venture’ beneficia do ‘know-how’ da Provider sobre o mercado daquela região e ainda da experiência da ColepCCL no sector dos aerossóis”, enfatiza a empresa.

A CPA vai apostar na introdução de novos produtos nos mercados brasileiro e da América Latina e terá como clientes as maiores empresas a operar neste sector.

A nova unidade de produção está situada em Itatiba, a 70 quilómetros de São Paulo, “uma localização ideal para servir as principais regiões do Brasil”. Numa primeira fase, a fábrica conta com três linhas de enchimento de aerossóis, que estarão totalmente operacionais durante o primeiro trimestre do próximo ano e criará cerca de 50 novos postos de trabalho.

Com um volume de negócios de 387 milhões de euros em 2009, a ColepCCL tem fábricas em Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia e Reino Unido, e emprega cerca de 2.400 pessoas.

O Grupo Provider é a maior empresa brasileira de “contract manufactuting” de produtos para higiene pessoal e cuidado do lar. Com um volume de negócios de 170 milhões de euros em 2009, a Provider emprega cerca de mil pessoas.

Leia mais no Jornal de Negócios

Grupo português Soares da Costa pretende entrar no mercado brasileiro

Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A.


O grupo Soares da Costa, um dos principais conglomerados na área de infraestrutura em Portugal, projecta entrar no mercado brasileiro. A informação consta do planeamento estratégico da companhia até 2014, divulgado hoje.

A companhia cita o potencial de crescimento do mercado de construção brasileiro, com destaque para obras públicas de empreendimentos para o Mundial de 2014 e para a Olimpíada de 2016, além de projectos da Petrobras.

A Soares da Costa observa ainda que a natureza fragmentada do mercado de construção brasileiro abre boas oportunidades. Por isso, a empresa pretende ingressar no país por meio de uma aquisição de médio porte (entre 150 milhões e 300 milhões de euros) ou parceria com alguma companhia brasileira.

Num segundo momento, a empresa pretende ampliar sua actuação no Brasil, entrando também nos segmentos de tratamento de resíduos e concessões de transportes.

Desta forma, a Soares da Costa espera reduzir a sua actual dependência dos mercados português e angolano. o objectivo da companhia é ampliar o volume de negócios no exterior dos atuais 53% para 70% do facturamento total até 2014.

Leia no Valor Económico

"Portugueses na Bahia na Segunda Metade do Século XIX- Emigração e Comércio" é lançado em Salvador

A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e a Associação Comercial da Bahia promoveram segunda-feira (13), no Gabinete Português de Leitura da Bahia, o lançamento do livro "Portugueses na Bahia na Segunda Metade do Século XIX- Emigração e Comércio", de Tânia Risério d' Almeida Gandon.

Trata-se da segunda edição da obra que foi publicada em Lisboa, em 1985, pela Secretaria de Estado da Emigração. A escolha do Gabinete Português teve como objectivo valorizar publicamente o espaço, naturalmente vocacionado para a apresentação de um livro daquele teor.

Diversas autoridades estiveram presentes no lançamento, entre elas o reitor da UNEB, professor Lourisvaldo Valentim da Silva, o presidente da Associação Comercial da Bahia, Eduardo Morais de Castro e a directora da Editora da UNEB, professora Nadja Nunes Bittencourt.

A professora Nadja lançou a ideia de promover, junto aos meios académicos e universitários da Bahia, com a parceria do Gabinete Português de Leitura, um projecto de pesquisa sobre a emigração portuguesa local, que fosse sucessivamente abrangendo várias épocas.

Ainda durante a solenidade, a Editora da UNEB lançou a obra do cônsul-geral de Portugal na Bahia, João Sabido Costa - "O Visconde de Cairu e o Brasil". O livro centra-se na figura do pensador e precursor, em Portugal e no Brasil, da Ciência Económica Moderna, José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu, e no seu envolvimento nos acontecimentos históricos que vão da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, em 1808, à independência, em 1822.

Leia no África 21

Cantor português Pedro Abrunhosa de regresso ao Brasil

Cantor e compositor, o português Pedro Abrunhosa tem relação forte com o Brasil – já colaborou com artistas como Caetano Veloso, Lenine e Zeca Baleiro e até teve sucesso em novela: Se eu Fosse um Dia o Teu Olhar, da trilha de Por Amor, de 1997.

Naquele mesmo ano, fez a sua primeira aparição em Porto Alegre, e agora volta à cidade, para espectácvulo amanhã, às 21h, no Teatro do Bourbon Country, no Porto Alegre Em Cena.

Vale a pena vê-lo: aos 49 anos, Abrunhosa é um hábil criador de canções, para quem jazz, rock e funk são indispensáveis.

A digressão traz novidades: ele e a banda Comitê Caviar viajam pelo mundo para divulgar o sexto álbum do compositor, o recém-lançado Longe.


Leia aqui entrevista com o cantor

Filme A Antropóloga conta história de portuguesa em Florianópolis

O cineasta catarinense Zeca Pires A Antropóloga é baseado em história de Tabajara Ruas, com roteiro de Tania Lamarca e Sandra Nebelung.

O filme foi rodado 90% no Canto da Lagoa, em Florianópolis, e usa como peças-chave na construção da trama e dos personagens as histórias retiradas principalmente das obras do escritor, pesquisador e artista plástico Franklin Cascaes. A cultura popular da Ilha ganha a tela, numa abordagem sagaz, com uma ótima estética e de fácil identificação com a população da região, num filme bem realizado.

A história centra-se na antropóloga portuguesa Malu (em ótima interpretação de Larissa Bracher), que vem dos Açores para o Brasil para desenvolver uma pesquisa na comunidade da Costa da Lagoa sobre etnobotânica - a relação entre a comunidade e suas plantas.

No local, Malu conhece Carolina (Rafaela Rocha de Barcelos, outra grande atriz), menina que sofre de cancro terminal, mas que traz consigo mistérios relacionados com a cultura folclórica da Ilha.

O suspense da trama vem principalmente da ótima trilha sonora, que dão uma boa sensação de mistério à história.

Leia mais no Diário Catarinense

Mostra de Cinema CPLP - 2ª edição em Lisboa

O Instituto Português do Cinema e do Audiovisual/ ICA, em colaboração com a CPLP, EGEAC, Câmaras Municiais de Lisboa e Amadora e Associação Moinho da Juventude, irá realizar a 2ª Mostra de Cinema CPLP.

O evento decorrerá entre os dias 15 e 17 de Setembro, no Largo do Martim Moniz, em Lisboa, e Largo da Bola, na Cova da Moura. As sessões serão ao ar livre, com entrada livre.


14.9.10

Guia de investimentos no Nordeste do Brasil é lançado em Lisboa

Hotel Pestana Palace, em Lisboa
O Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, em cooperação com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira em Portugal e a Câmara Brasil Portugal no Ceará apresentaram ontem em Lisboa o Guia de Investimentos Nordeste, cuja elaboração contou com apoio dos governos estaduais.

Durante o evento, realizado no hotel Pestana Palace, o presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas no Brasil, Rómulo Alexandre Soares, destacou o crescimento económico do Brasil e, em particular, dos nove estados da região nordeste do país.

Na sessão de apresentação do Guia, produzido pelo grupo de media "Povo", do Ceará, a que esteve presente o embaixador do Brasil em Portugal, Celso Vieira Sousa, bem como dirigentes das câmaras de comércio, empresários e gestores, foram enfatizados pelos oradores os principais indicadores de desenvolvimento económico e social da região nordeste.

Na ocasião, José Roquette, administrador do grupo português de hotelaria Pestana, também presente no mercado brasileiro, destacou o potencial turístico do Brasil, mas alertou para alguns constrangimentos ainda existentes.


Leia mais no Portugal Digital

6º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora


As principais execuções do Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora realizado em 1995 estão acessíveis na internet.

Os Compositores

O nome de Ignácio Parreiras Neves aparece pela primeira vez numa relação de membros da Irmandade de São José dos Homens Pardos, em Vila Rica, onde consta o seu ingresso em 16/4/1752. A partir de 1760, a sua actuação se deu como regente nas “Festas Oficiais do Senado da Câmara” e nas Irmandades de Nsa. Sra. das Mercês dos Perdões, entre 1776 e 1782, e na de São José.

Em quase todos os documentos onde seu nome está mencionado, I.P. Neves aparece como tenor ao lado de Francisco Gomes da Rocha (contralto) e Florêncio José Ferreira Coutinho (baixo). Este conjunto foi ativo durante mais de 15 anos, em Vila Rica, onde os coros para as solenidades cotidianas eram formados apenas pelas quatro vozes solistas, sendo que a voz de soprano era normalmente cantada por um tiple, ou seja, um menino cantor, que era substituído sempre que mudava de voz.

Da obra de Ignácio Parreiras Neves pouco restou. Há uma referência a uma composição fúnebre pela morte de D. José I, regida pelo compositor na ocasião, em 1787, que teria sido concebida para 4 coros, 4 baixos (violoncelos e contrabaixos?), 2 fagotes e 2 cravos. Esta composição encontra-se perdida. Restaram-nos apenas três exemplos de sua produção que são os seguintes:

• Antífona de Nsa. Senhora: Salve Regina, sem data, para 4 vozes, violinos I e II, Trompas I e II, e Baixo instrumental.
• Credo, para 4 vozes, Violinos I e II, Viola, Trompas I e II, e Baixo instrumental, também sem data.
• Oratória ao Menino Deus Para a Noite de Natal, s. d., para vozes solistas (Soprano I, Soprano II e Baixo), Coro a 4 vozes, Violinos I e II, e Baixo instrumental.

Da última peça restam apenas fragmentos, dos quais foi possível a reconstituição somente dos coros de abertura e de conclusão da obra, pois embora existam indicações musicais suficientes para a reconstrução da obra na sua íntegra, o texto encontra-se muito incompleto tratando-se de um auto de natal anônimo desconhecido em língua vernácula.
Portanto, as duas obras apresentadas nesta gravação são os dois únicos exemplos completos de sua produção. O Credo foi reconstituido por Francisco Curt Lange e a Antífona da Nsa. Sra. foi publicada pela coleção “Música Sacra Mineira”, do INM/FUNARTE.
Francisco Gomes da Rocha nasceu em Vila Rica, provavelmente em 1754. A partir de 1766, atuou nas lrmandades da Boa Morte, na Matriz de Nsa. Sra. da Conceição de Antônio Dias e na de S. José dos Homens Pardos. Em todas elas ocupou cargos importantes como o de escrivão e tesoureiro. Apresentou-se como regente e contralto em inúmeras festividades, durante quase toda a segunda metade do século XVIII. Foi também timbaleiro da tropa de linha, conforme o recenseamento de 1804, no qual consta que o compositor teria a idade de 50 anos.

Amigo de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, foi por ele designado para cobrar seus haveres ganhos na Ordem 3ª do Carmo, quando o compositor se mudou para o Rio de Janeiro. Vários manuscritos de Lobo de Mesquita que chegaram até os nossos dias estão com a assinatura de propriedade de Francisco Gomes da Rocha. Como no caso de Parreiras Neves, a produção de Gomes da Rocha que chegou até os nossos dias é bastante reduzida. Apenas três obras completas sobreviveram aos tempos. São elas:
• Invitatório a 4, s. d., para 4 vozes, Violinos I e II, Trompa I e II, e Baixo instrumental.
• Novena de Nsa. Sra. do Pilar, em 1789, para 4 vozes, Violinos I ell, Viola, Trompas I e II, e Baixo instrumental.
• Spiritus Domini a 8, 1795, para 2 coros a 4 vozes, Violinos I e II, Viola, Trompas I e II, e Baixo instrumental.
A obra apresentada nesta gravação é a sua composição mais elaborada. O Spiritus Domini a 8 é, na verdade, o primeiro responsório das “Matinas do Espírito Santo”, para o dia de Pentecostes. Nesta obra podemos observar que o compositor desenvolveu um estilo bastante refinado dentro do gosto da época. A orquestração é brilhante e mantém-se relativamente independente das vozes, o que representa um avanço estilístico em relação às obras de Parreiras Neves. Francisco Gomes da Rocha faleceu em 1808. A transcrição dos manuscritos utilizados na presente gravação foi realizada por Francisco Curt Lange.
O Pe. José Maurício Nunes Garcia (1765-1830) foi o mais importante compositor brasileiro do período colonial. Toda a sua trajetória como músico e compositor deu-se no Rio de Janeiro, onde nasceu. Sua obra, certamente influenciada pelos compositores mineiros que o antecederam, constitui-se no maior acervo de música religiosa do período no Brasil, apesar de uma grande quantidade de manuscritos terem desaparecido.

Quando da chegada da Corte Portuguesa ao Rio, em 1808, o Pe. José Maurício ja era um compositor estabelecido com uma considerável produção, inclusive não religiosa. A partir de 1808, o seu trabalho sofre uma mudança estilística tornando-se mais operístico, conforme era o gosto da capela real portuguesa.

Veja aqui o programa completo deste Festival de 1995.

Nossa senhora da Glória - venerada em Portugal e no Brasil

A devoção dos habitantes do Rio de Janeiro a Nossa Senhora da Glória surgiu no início do século XVII, alguns anos depois da fundação da cidade, quando no ano de 1608, um português de nome Ayres colocou uma pequena imagem da Virgem numa gruta natural existente no morro do Leripe. Nos finais desse mesmo século, levantou-se no local uma ermida, que seria reconstruída no início do século XVIII tendo a sua construção finalmente sido terminada em de 1739.

A devoção a Nossa Senhora da Glória cresceu em popularidade e prestígio após chegada da família real ao Rio de Janeiro, em 1808. D. Carlota Joaquina tornou-se particularmente devota desta Senhora e em 1818, mandou restaurar o pequemo templo setecentista.

Segundo uma descrição romântica da época, citada por Marsilio Cassoti, em Carlota Joaquina: o pecado espanhol, “ficava a Igreja poética e deliciosamente fora da cidade, no terraço de um morro altaneiro e verdejante, em redor do qual se tinha fixado muita gente nobre e rica…Permitia a plataforma um vista em panorama sobre a Baía da Guanabara”

Não só Carlota Joaquina era devota da Senhora da Glória, como toda a família Bragança o veio a ser posteriormente. O templo tornou-se num dos lugares preferidos de oração de D. Leopoldina de Áustria, mulher de D. Pedro (o futuro D. Pedro I do Brasil, IV de Portugal), a sua filha promogénita foi baptizada com o nome de Maria da Glória naquela mesma igreja (a menina será mais mais tarde a Rainha D. Maria II de Portugal) e a partir de então todos os Bragança, nascidos no Brasil, foram consagrados na Igreja.

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13.9.10

“Jornal da Band” estreia hoje série de reportagens "No coração de Portugal"

O "Jornal da Band", da TV Bandeirantes, começa hoje a transmitir uma série de reportagens chamada "No coração de Portugal".

De norte a sul do país, o repórter Sérgio Gabriel e o coperador de câmara Anísio Barros percorreram dois mil e quinhentos quilómetros em busca das origens, semelhanças e diferenças entre portugueses e brasileiros.

Na série, vai conhecer Trás-os-montes, região de onde veio a maioria dos imigrantes que desembarcaram no Brasil, e o ‘mirandês’, um idioma diferente do português oficial, mas também falado pelos lusitanos.

A série mostra ainda o Alentejo, com suas fontes de energia renováveis que convivem lado a lado com cidades históricas, e o Algarve, terra dos navegadores que descobriram o "Novo Mundo" e paraíso do verão europeu.

O "Jornal da Band" é emitido de segunda a sábado às 19h10, hora de Brasília.

VII Encontro das Fundações da CPLP

Com a presença do embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, abriu a noite passada em São Paulo, o VII Encontro das Fundações da Comunidade dos Países de Lìngua Portuguesa - CPLP.

O Encontro - organizado pelo Centro Português de Fundações, o GIFE (Grupo de Instituições, Fundações e Empresas) e Fundação Roberto Marinho - decorre até dia 16 e terá sessões em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Tema em debate: "Diversidade para a Transformação - Papel das Fundações no Desenvolvimento Social". Objectivo central: desenvolvimento de projectos sociais nos países membros da CPLP.

A sessão de abertura decorreu no Museu da Língua Portuguesa e contou com a presença de cerca de uma centena de representantes de diversas instituições e fundações dos países de língua portuguesa, incluindo Emílio Rui Vilar, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e do Centro Português de Fundações, Denise Aguiar, presidente da Fundação Bradesco e do Conselho do GIFE, António Carlos Sartini, director do Museu da Língua Portuguesa, Nelson Savioli, superintendente da Fundação Roberto Marinho, e José Guilherme Queiroz de Ataíde, Cônsul-Geral de Portugal em São Paulo.

Exportações portuguesas para o Brasil disparam em agosto

As exportações portuguesas para o mercado brasileiro dispararam no mês de agosto, apresentando um aumento de 75% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em agosto o Brasil registou importações provenientes de Portugal de US$ 51,47 milhões, valor que compara com US$ 29,37 milhões em igual período de 2009.

Também em relação a julho as empresas lusas venderam mais para o Brasil em agosto, com um aumento de 30,4% face aos US$ 39,48 milhões faturados no mês anterior.

Com as vendas de agosto, as exportações de Portugal para o Brasil elevam-se, no acumulado do ano, para US$ 337 milhões, um valor que supera em 52% as vendas lusas para o mercado brasileiro nos primeiros oito meses do ano passado.

A pauta de produtos importados pelo Brasil a partir de Portugal continuou a ser liderada pelo azeite, que representou mais de 20% de tudo o que o mercado português escoou para o brasileiro entre janeiro e agosto. O bacalhau reforçou o seu peso. No ano passado valia cerca de 7,5% das exportações lusas para o Brasil. Este ano já vale mais de 10%.

Na lista de bens mais vendidos por Portugal estão ainda os sulfetos de minério de cobre, os vinhos e as peras frescas.
Ritmo das exportações brasileiras para Portugal é menor

Nos primeiros oito meses deste ano o Brasil exportou para Portugal um total de US$ 932 milhões, valor que traduz um crescimento de 11,7% face ao ano passado. Embora em termos absolutos cubra várias vezes o que o Brasil importa de Portugal, em termos relativos a taxa de crescimento é menor que a das importações oriundas do mercado luso.

O petróleo continua a ser o que o Brasil mais factura com Portugal, assumindo um peso de 30,7% nas exportações acumuladas de janeiro a agosto. Os grãos de soja têm participação de 22,9% nas vendas brasileiras para o mercado português. O açúcar de cana, com peso de 6,9%, completa a lista dos três produtos mais vendidos.
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